Peeling químico: o que é e para que serve?

Um peeling químico pode não apenas ajudar a minimizar manchas de acne, mas também melhorar a textura e o brilho da pele. É um tipo de tratamento cosmético muito comum.
Peeling químico: o que é e para que serve?

Escrito por Maite Córdova Vena, 03 Setembro, 2021

Última atualização: 03 Setembro, 2021

A pele diz muito sobre o nosso estado de saúde. É por isso que nos esforçamos para que ela tenha a melhor aparência possível. Felizmente, fazer com que tenha uma boa aparência é algo que pode ser feito tanto por meio de cuidados diários quanto por meio de tratamentos como um peeling químico.

Um peeling químico é um tratamento usado para tratar a acne, mas também outros problemas de saúde da pele, como manchas e até rugas menores. É muito popular, por isso não seria estranho se você já ouviu seu nome.

O que é um peeling químico?

A utilidade do peeling químico
Um peeling químico pode ajudar a aliviar muitas manchas faciais causadas por doenças anteriores, como acne.

Peeling é o termo utilizado para designar aqueles procedimentos cujo objetivo é produzir diferentes graus de esfoliação da pele. Seu objetivo é promover sua regeneração, bem como melhorar sua saúde e aparência em termos de textura, luminosidade, etc.

Um peeling químico (também conhecido como dermoabrasão) usa uma substância química ou escarótica para promover a regeneração da pele. Sobre este último, a Dra. Ana Molina, especialista em dermatologia e comunicadora científica, explica que:

“Uma ou mais camadas de uma solução com substâncias como ácido glicólico, ácido tricloroacético, ácido salicílico, ácido lático ou ácido carbólico (fenol), entre outras, são aplicadas nas áreas da pele que queremos tratar”.

Tipos de peelings químicos

Em geral, existem três tipos de peelings químicos, de acordo com sua ação e abrangência: superficial, médio e profundo. A seguir detalharemos cada um, de acordo com o que expõem os especialistas:

  • Superficiais: têm ação na epiderme. É usado principalmente para fins cosméticos, embora também possa ter efeitos terapêuticos em casos de doenças de pele leves. São ideais para tratar acne, melasma epidérmico e fotoenvelhecimento.
  • Meios: atuam na epiderme e derme. Portanto, eles têm uma ação mais profunda na pele.
  • Profundos: têm ação muito mais profunda (até a derme média) e requerem anestesia. Por esta razão, eles têm sido freqüentemente substituídos por técnicas a laser.

Etimologicamente, a palavra peeling está relacionada ao verbo descascar.

Beneficios

Um peeling químico pode ajudar a remover as células mortas da pele (para estimular sua regeneração) e estimular a produção de colágeno e elastina. Também pode ajudar da seguinte forma:

  • Reduz as lesões de acne (incluindo cicatrizes pós-acne).
  • Minimiza as linhas finas.
  • Corrige as irregularidades da pele, melhora a sua textura e luminosidade.
  • Minimiza as cicatrizes recentes.
  • Atenua manchas, como as causadas por melasma, queimaduras de sol, etc.
  • Remove verrugas planas.
  • Alivia as condições inflamatórias da pele.

Efeitos colaterais

Os efeitos colaterais mais comuns (e esperados) dos peelings químicos são vermelhidão e descamação. São desconfortos leves e temporários, que não representam um grande incômodo e que ocorrem após o tratamento.

Embora não seja muito comum, em alguns casos você pode sentir outros desconfortos durante o tratamento, como uma sensação de calor ou queimação. É importante informar o médico se ocorrerem para que ele avalie a solução mais adequada para não ferir a pele.

Os peelings químicos e procedimentos relacionados são contra-indicados para peles reativas e muito bronzeadas, pois podem causar lesões. Se quiser experimentar, é melhor consultar um dermatologista.

Precauções

Certos cuidados devem ser tomados com peelings químicos
Pessoas com pele sensível ou com tendência a reações alérgicas devem consultar um médico antes de se submeter a um peeling químico.

Antes de se submeter a um peeling químico, o dermatologista deve ser informado sobre os medicamentos que estão sendo tomados (se houver), inclusive os medicamentos de venda livre. Tudo isso para prevenir reações adversas.

Por outro lado, é sempre aconselhável revisar os produtos de cuidado diário com o especialista para receber recomendações sobre seu uso. Após a realização do peeling, é recomendável evitar o uso de alguns produtos e substituí-los temporariamente pelos que ele prescreveu.

Outra recomendação que costuma ser feita é ter cuidado com a exposição ao sol. Deve-se levar em consideração que embora o peeling químico seja um procedimento seguro, a pele necessita de alguns cuidados para que possa se recuperar e se regenerar adequadamente.

Nesse sentido, a exposição ao sol é um tipo de agressão externa que deve ser evitada para que o tecido cutâneo se recupere, mas também para garantir que os efeitos do peeling durem o máximo possível.

Finalmente, é importante ter em mente que embora a pele possa melhorar consideravelmente após uma única sessão, é comum que várias (mais ou menos espaçadas) sejam necessárias para alcançar uma melhora mais duradoura.

Como em outros tipos de tratamento, a continuidade e o autocuidado desempenham um papel fundamental quando se trata de ser e ter uma aparência saudável.

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