Diagnóstico da doença de Parkinson

Experimentar tremores não necessariamente confirma o diagnóstico de Parkinson. Nesse sentido, cabe lembrar que há pacientes que não manifestam esse sintoma.
Diagnóstico da doença de Parkinson

Escrito por Maite Córdova Vena, 22 Agosto, 2021

Última atualização: 23 Agosto, 2021

O Parkinson é uma doença neurodegenerativa crônica que, em idosos, pode ser confundida com os sinais próprios de envelhecimento ou com um tremor essencial. Por esse motivo ela nem sempre é fácil de detectar, por isso o diagnóstico da doença de Parkinson pode ser retardado.

O tremor que surge apesar da pessoa estar relaxada e em repouso é um dos sintomas mais associados essa patologia. Também um dos mais característicos. No entanto, cabe recordar que nem todos os pacientes experimentam essa manifestação. Portanto, a presença de tremores não garante um princípio de Parkinson.

Autoavaliação

A autoavaliação é essencial para o diagnóstico da doença de Parkinson. Ela permite obter uma boa quantidade de dados que ajudam a esclarecer o quadro, à medida que são realizados o exame físico e a entrevista na consulta médica.

Ao fazer a autoavaliação, é importante conhecer os sintomas da doença de Parkinson e entender que eles não são exclusivos deste transtorno, pois também podem ocorrer em outras condições. Isso significa que o fato de perceber ou suspeitar de um ou mais sintomas não significa a confirmação da doença.

Os sintomas mais frequentemente considerados são os seguintes:

  • Rigidez muscular.
  • Lentidão nos movimentos.
  • Expressão facial reduzida.
  • Capacidade olfativa diminuída.
  • Andar arrastando os pés.
  • Síndrome das pernas inquietas.
  • Tremor quando se está em repouso.
  • Dificuldades de locomoção e realização de várias atividades (colocar e tirar roupas, escrever).
  • Dificuldade em manter o equilíbrio e a postura.
  • Queda da pressão arterial ao ficar de pé ou mudar de postura.

Pode ser uma boa idéia manter um registro dos sintomas e discuti-los em mais detalhes com o médico posteriormente. Para tanto, é preciso levar em consideração a frequência com que eles ocorrem, o quanto afetaram a rotina e o que se suspeita que possa ter desencadeado o desconforto.

Mãos trêmulas.
O tremor é um dos sintomas característicos da doença que mais orienta o diagnóstico.

Exames para o diagnóstico da doença de Parkinson

Não existe um exame específico que permita o diagnóstico da doença de Parkinson. Isso significa que ela não pode ser detectada por um exame de sangue, urina ou líquido cefalorraquidiano, bem como um exame de imagem.

Espera-se que no futuro os pesquisadores consigam detectar um biomarcador que facilite o diagnóstico. No entanto, por enquanto ele permanece clínico.

A The Michael J. Fox Foundation nos explica que o diagnóstico é feito a partir dos sintomas do paciente, seu histórico, as respostas a certas perguntas e os resultados encontrados no check-up. A experiência e o conhecimento do profissional desempenham um papel fundamental nisso. Por isso, recomenda-se consultar um especialista em distúrbios do movimento ou um neurologista com formação especializada em Parkinson.

Por outro lado, o Manual MSD aponta que, quando a doença de Parkinson não está confirmada, o médico pode prescrever um medicamento chamado levodopa. Se a pessoa mostrar uma clara melhora após tomá-lo, ela é considerada como portadora de Parkinson.

Exames de imagem

Alguns dos exames de imagem que o médico pode solicitar para confirmar ou descartar o diagnóstico da doença de Parkinson são os seguintes:

  • Tomografia computadorizada.
  • Ressonância magnética nuclear.
  • Cintilografia tomográfica de perfusão cerebral (SPECT).
  • Tomografia por emissão de pósitrons (PET).

Os dois primeiros exames permitem detectar se os sintomas experimentados pela pessoa são consequência de um distúrbio estrutural ou se é Parkinson. Os outros dois tipos de tomografia computadorizada detectam anomalias cerebrais típicas da doença e do parkinsonismo.

Diagnóstico diferencial da doença de Parkinson

Para chegar a um diagnóstico da doença de Parkinson, o médico deve descartar outros problemas de saúde que tenham sintomas semelhantes:

  • Parkinsonismos.
  • Tremor essencial.
  • Tremor distônico.
  • Atrofia multissistêmica.
  • Consumo de certos medicamentos (antipsicóticos, antidepressivos, antiepilépticos, antieméticos e bloqueadores dos canais de cálcio)
  • Exposição a toxinas (pesticidas, monóxido de carbono).
Tomografia para diagnóstico da doença de Parkinson.
As imagens solicitadas não são confirmatórias, mas contribuem para o processo diagnóstico.

O diagnóstico da doença de Parkinson geralmente não é rápido

O diagnóstico da doença de Parkinson pode demorar um pouco mais que o esperado, quando a doença está nos estágios iniciais. É por isso que vale a pena ter um pouco de paciência no processo.

É importante lembrar sempre que o fato de o diagnóstico desse tipo de condição demorar um pouco mais do que o normal não significa necessariamente que a espera será muito longa. Tudo depende do caso.

Enquanto se aguarda o diagnóstico, não é recomendável ignorar ou menosprezar o desconforto. É preferível discuti-los com o profissional e manter uma boa comunicação com ele para receber o acompanhamento adequado.

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