As 4 diferenças entre estresse e ansiedade

30 março, 2021
This article has been written and endorsed by la psicóloga Leticia Aguilar Iborra
Você conhece as principais diferenças entre ansiedade e estresse? Não deixe de ler este artigo.

Muitas vezes, quando falamos de estresse e ansiedade, usamos essas duas palavras indistintamente para nos referirmos ao ritmo desenfreado de vida que precisamos viver no dia a dia. No entanto, nada poderia estar mais longe da verdade: o estresse e a ansiedade, apesar de compartilharem as mesmas variáveis topográficas, têm funções diferentes.

A ansiedade e o estresse cumprem uma função de adaptação do organismo a partir das diferentes demandas do ambiente. No entanto, há momentos em que essa resposta permanece ao longo do tempo, tornando-se em alguns casos contraproducente e levando à necessidade de uma abordagem profissional adequada.

O que é o estresse?

A ansiedade e o estresse produzem depressão.
Quando ocorrem de forma constante, essas sensações podem favorecer a depressão.

O estresse pode ser definido como a resposta de um organismo para se adaptar às circunstâncias que o ambiente impõe. É uma resposta inata que permite que a pessoa se coloque à salvo dos perigos que possam surgir.

Por exemplo, se uma pessoa visse um animal perigoso, essa pessoa usaria todos os seus recursos para ficar segura, ativando determinadas áreas do organismos para isso.

Desta forma, ativa-se um mecanismo de defesa que prepara o corpo para uma resposta física intensa de luta ou de fuga. No entanto, alguns perigos ambientais podem ser contextualizados com outras demandas que nem sempre implicam em risco à segurança das pessoas.

A resposta de estresse pode ser extrapolada para outras áreas da vida quando os seus recursos não são suficientes para resolver uma determinada situação.

O papel do cortisol no estresse

O cortisol é um hormônio secretado pelo eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA) para a modulação da resposta de estresse. É necessário para garantir as chances de sobrevivência do organismo.

Se esta substância permanecer no corpo durante um longo período de tempo, pode se tornar prejudicial. Isso pode ser um pouco paradoxal tendo em vista a utilidade do cortisol para garantir uma resposta adaptada ao ambiente.

As consequências podem ser variadas. Entre elas, o grau de infecções e doenças agudas, como, por exemplo, os resfriados, geralmente é mais frequente.

Além disso, também podem ocorrer outros sintomas, tais como fraqueza muscular, fadiga crônica, falta de concentração e aumento do risco de desenvolver doenças autoimunes. No entanto, em relação a este último aspecto, os estudos ainda não são conclusivos.

O que é a ansiedade?

A ansiedade, em termos gerais, pode ser definida como uma resposta emocional derivada do estresse sem um sinal de alerta que indique a presença de estressores. Longe de ser um conceito negativo, a ansiedade permite que o indivíduo esteja preparado para as demandas que o ambiente pode impor.

É o que acontece, por exemplo, ao se sentir nervoso antes de um teste importante ou diante de uma entrevista de emprego. A ansiedade, ao contrário do estresse, varia de acordo com o estímulo que a produz.

No estresse, a resposta para proteger o corpo geralmente é intuitiva, enquanto na ansiedade a resposta pode variar, proporcionando uma espécie de solução de problemas para as circunstâncias impostas pelo ambiente.

Transtornos de ansiedade

Assim como o estresse, que canaliza os comportamentos de luta ou fuga em busca de segurança e que pode se tornar patológico se essa resposta for mantida ao longo do tempo, a ansiedade passa por condições semelhantes. Esses são os casos em que podem surgir os chamados transtornos de ansiedade.

Em termos gerais, eles podem ser classificados da seguinte forma:

  • Fobias específicas.
  • Transtorno Obsessivo Compulsivo.
  • Transtorno de estresse pós-traumático.
  • Ansiedade generalizada.
  • Síndrome do pânico.

Esses distúrbios são exclusivos dos seres humanos. Ou seja, embora a resposta dos animais varie de acordo com a sua experiência mediante certos estímulos (como um cachorro que rejeita cães grandes por ter sido mordido, por exemplo), em humanos, esses comportamentos serão mantidos por fatores condicionados e operantes.

Em humanos, além de manter certos comportamentos de ansiedade devido a variáveis condicionais, a linguagem também tem um grande poder ao relacionar alguns eventos a outros.

Um exemplo é quando um amigo conta que foi assaltado com violência na praça da cidade às 10 da noite. Nesse caso, a pessoa terá a precaução de passar por essa praça com muito cuidado ou evitará passar por ela sem ter tido uma experiência semelhante.

As 4 diferenças entre estresse e ansiedade

A ansiedade e o estresse podem ser contraproducentes.
Ambos os distúrbios podem prejudicar a qualidade de vida significativamente.

Em resumo, as diferenças entre estresse e ansiedade podem ser agrupadas nas seguintes seções:

  1. No estresse, a resposta geralmente está voltada para a garantia de sobrevivência do organismo. A ansiedade, apesar de compartilhar essa funcionalidade, pode estar mais associada a um tipo de resposta emocional derivada.
  2. O estresse assume duas formas: é denominado eustresse quando a resposta de estresse é adaptada às circunstâncias, e distresse quando os recursos disponíveis para o indivíduo não são suficientes para as demandas do ambiente.
  3. É mais provável que, diante da retirada do estímulo que causa a resposta de estresse, ele desapareça.
  4. A ansiedade também pode levar a mais ansiedade. As preocupações com o futuro ou com o que pode acontecer constituem uma jornada mental em que é difícil identificar a principal fonte geradora de ansiedade.

O que fazer em caso de ansiedade e/ou estresse?

Na internet, há inúmeras recomendações de técnicas de respiração para a ansiedade e workshops para o gerenciamento da ansiedade e do estresse. Isso pode ser recomendado para pessoas com sintomas ocasionais.

A desvantagem é que, uma vez que esses padrões de ansiedade e estresse são normalizados (ou seja, estão presentes há muito tempo), essas recomendações constituem uma forma de tentar controlar esses eventos.

Assim, as tentativas de controle se associam à espiral de ansiedade e estresse, tornando-se um ciclo muito difícil de romper. Nestes casos, é aconselhável procurar um especialista para o tratamento da ansiedade e do estresse.

  • Lewis, M.; Haviland-Jones, J.M. (2000). Handbook of emotions. Nueva York: The Guilford Press.