6 tipos de espinhas no rosto e como tratá-las

Conhecer os tipos de espinhas no rosto é importante para poder proporcionar o tratamento adequado e evitar maiores danos a essa área tão delicada.
6 tipos de espinhas no rosto e como tratá-las

Escrito por Aylin Stefany Rodriguez Vinasco, 27 Março, 2021

Última atualização: 27 Março, 2021

Muitas pessoas não conseguem distinguir entre os diferentes tipos de espinhas no rosto e geralmente dão o mesmo tratamento a todas elas para eliminá-las. Porém, na maioria das vezes, o que se consegue é piorar a sua aparência ou danificar a pele até o ponto de ficar com cicatrizes.

As espinhas, embora sejam desagradáveis e um motivo de vergonha para algumas pessoas, geralmente são o reflexo de algum problema de saúde. Geralmente estão associadas a alterações hormonais, como acontece durante a adolescência ou na gravidez. Também influenciam no seu aparecimento questões tão importantes quanto a alimentação.

Por outro lado, essas lesões geralmente também costumam aparecer em pacientes com condições específicas. Por exemplo, um estudo da East Carolina University revelou a relação entre algumas doenças de pele que causam espinhas e a doença renal crônica.

O que são as espinhas no rosto?

O termo “espinha” é usado para se referir a qualquer lesão em relevo na pele. Do ponto de vista médico, cada uma dessas lesões recebe um nome específico de acordo com a sua aparência e mecanismo de aparecimento.

Essas espinhas podem surgir como resultado da obstrução de estruturas microscópicas da pele, como o aparelho pilossebáceo. Caso exista uma infecção associada, geralmente há sinais de inflamação, rais como vermelhidão local e presença de pus.

A acne é um exemplo de doença de pele em que há várias espinhas. Em um paciente com acne vulgar, é possível observar cravos e pústulas, que são algumas das “espinhas” que vamos descrever a seguir.

Os 6 tipos de espinhas no rosto e como tratá-las

Agora que está claro o que são e por que aparecem, vamos definir os diferentes tipos de espinhas que podem ocorrer e como elas podem ser tratadas sem causar maiores problemas. De qualquer forma, é recomendável consultar um dermatologista caso seja constatado que a situação saiu do controle.

1. Cravos

Sendo os mais comuns, os cravos surgem por causa de uma obstrução dos poros devido ao excesso de pele morta. Existe uma falsa crença quanto à sua cor, pois muitas vezes ela é atribuída à retenção de sujeira nos poros. Na verdade, essa cor surge devido ao contato entre a oleosidade da pele e o ar.

Geralmente aparecem principalmente no nariz, uma vez que uma grande quantidade de gordura se acumula nesta área.

Como tratá-los?

Existem vários produtos ideais para manter o rosto limpo e evitar o acúmulo de gordura. O ideal é usar um que esteja de acordo com o nosso tipo de pele. Uma vez que os cravos tendem a se enraizar muito, pode ser útil fazer um peeling facial uma vez por semana.

Além disso, um estudo sobre a acne indica que também podem ser usados métodos de extração se os poros estiverem muito fechados e impedirem a remoção dos cravos.

2. Manchas vermelhas ou pápulas

As espinhas no rosto podem ser muito desagradáveis.
É importante não fazer a manipulação manual de nenhuma das espinhas que aparecem no rosto, por mais incômodas que sejam.

Também são comuns e, conforme o seu nome indica, estamos falando das espinhas com coloração avermelhada. Geralmente aparecem por causa de problemas hormonais, consumo de alimentos ricos em carboidratos, quadros de estresse, ansiedade, depressão ou insônia.

Essas pápulas podem surgir como resultado da infecção dos cravos que, quando inflamados, assumem essa coloração e crescem, causando um pouco de dor. Para evitar uma infecção ainda maior, é importante evitar tocar ou tentar estourar a espinha com as mãos sujas.

Como tratá-las?

Uma das alternativas para tratar as pústulas avermelhadas é melhorar a alimentação e evitar o consumo de carboidratos em grande quantidade. Por outro lado, é importante manter o rosto limpo; para isso, é possível usar um produto suave que não maltrate a superfície da pele, como, por exemplo, a água micelar.

Este produto, de acordo com a American Academy of Dermatology, não causa irritação nas peles sensíveis por causa do seu baixo nível de surfactante não iônico.

3. Cravos brancos

Os cravos brancos aparecem devido ao acúmulo de gordura e células mortas no folículo piloso, impedindo a sua abertura.

Uma vez que esse material não pode ser drenado, os cravos brancos se enchem de pus e ficam inflamados por causa da ação bacteriana. É assim que eles podem se transformar em pústulas. Nesse momento, a sua aparência pode mudar, com um círculo vermelho aparecendo ao seu redor.

Como tratá-los?

Em caso de infecção, o ideal é aplicar antimicrobianos tópicos, sempre prescritos pelo dermatologista. O uso de sabonetes com pH neutro ou com características específicas para o tipo de pele do paciente também pode ajudar na contenção desse tipo de cravo.

O que você nunca deve fazer é estourar os cravos com as unhas, ganchos ou itens que não sejam para uso profissional.

4. Milium

O milium é uma pequena espinha de coloração branca ou amarela clara que geralmente tem entre 1 e 3 milímetros de diâmetro. Surge por causa de um acúmulo de queratina que obstrui os poros. Ao contrário dos cravos brancos, essas lesões não doem nem se infeccionam.

Geralmente ocorrem na área periocular, ou seja, ao redor dos olhos. Também aparecem nas maçãs do rosto, orelhas e braços. Não há uma causa específica que explique o seu aparecimento, mas entre as possibilidades estão a acne e a exposição excessiva ao sol.

Como tratá-los?

Assim como nos casos anteriores, é recomendável não tocar o milium nem tentar espremê-lo, pois só vamos conseguir um ferimento e possíveis cicatrizes. O melhor tratamento é usar produtos que promovam a respiração da pele.

Pode ser benéfico um peeling superficial e evitar o uso de cremes oleosos ou maquiagens muito densas. Também é preciso cuidar da pele usando um protetor solar.

5. Cistos

Falamos de cistos para nos referirmos àquelas espinhas que acumulam gordura dentro da pele, formando caroços que nem sempre têm uma saída aparente. Geralmente são doloridos e duros ao toque.

Devido à complexidade da matéria dentro deles, pode ocorrer inflamação. De fato, existe um tipo de acne que é conhecido como acne cística ou nódulo-cística.

Como tratá-los?

Nesse caso, o ideal é sempre verificar qual é o tratamento a ser seguido com um dermatologista. Geralmente são prescritos antibióticos tópicos e produtos com peróxido de benzoíla ou ácido salicílico. Às vezes, essas lesões podem requerer uma pequena cirurgia.

6. Furúnculos

As espinhas no rosto podem se infeccionar.
Quando as espinhas se infeccionam, a bactéria responsável geralmente é o Staphylococcus aureus.

Geralmente ficam muito doloridos e formam pus, uma vez que ocorrem como resultado da infecção e inflamação dos folículos capilares. Em algumas ocasiões, o pelo encravado permanece sob a pele e, por isso, ocorre a infecção, que pode ser causada pela bactéria Staphylococcus aureus.

Como tratá-los?

O ideal é deixar que haja uma drenagem natural e, para isso, é possível usar compressas quentes. Geralmente o médico prescreve antibióticos.

Espinhas no rosto: tratamentos sob medida

Conforme mencionamos, existe uma forma específica de tratar cada um dos tipos de espinhas no rosto, mas o ideal é sempre consultar um profissional, evitando assim agredir a pele, estimular a proliferação de bactérias e promover um maior grau de acne.

Da mesma forma, é fundamental conhecer o tipo de pele que você possui para que possa utilizar produtos de higiene e cuidados personalizados, que podem prevenir o agravamento do seu problema cutâneo.

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