Como aumentar o desejo sexual?

Vamos mostrar alguns fatores que podem ter uma influência decisiva na sua saúde sexual. Reflita sobre todos eles e procure um especialista caso seja necessário. Continue lendo!

Ao identificar dificuldades na intimidade, as pessoas geralmente se perguntam o que fazer para aumentar o desejo sexual. Dessa forma, buscam encontrar alternativas que permitam reativar a libido para que se sintam melhor consigo mesmas e com seus parceiros.

A diminuição do desejo sexual pode aparecer como um sintoma de algum problema de saúde e pode afetar tanto homens quanto mulheres. Por exemplo, um estudo indica que os problemas sexuais podem afetar ambos os sexos durante o climatério, fase em que há uma diminuição do estrogênio e da testosterona.

Este mesmo artigo aponta que, em particular, o desejo sexual feminino é afetado por causa da gravidez ou da amamentação. Porém, diante dessa situação, vale a pena explorar o nosso entorno físico e mental em busca de outras causas que possam ser mais tratadas com maior facilidade.

Como aumentar o desejo sexual?

A diminuição do desejo sexual ou desejo sexual hipoativo (DSH) é um dos distúrbios sexuais mais comuns.

Uma pesquisa cita o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV-TR), que define esse transtorno como uma ” diminuição (ou ausência) de fantasias e desejos de atividade sexual de forma persistente ou recorrente, e o transtorno causa desconforto acentuado ou dificuldades de relacionamento interpessoal”.

Este estudo, que aborda possíveis tratamentos para mulheres, indica que, além do uso de medicamentos, a terapia sexual e outras opções também poderiam funcionar. A seguir, vamos falar sobre algumas alternativas que podem ajudar a aumentar o desejo sexual, tanto em homens quanto em mulheres.

Evite e trate a ansiedade

Para aumentar o desejo sexual, é necessário evitar o estresse.
Muitos fatores externos, como o estresse, podem influenciar a vida sexual de uma pessoa.

A ansiedade é definida como uma das emoções ou humores mais comuns que ocorrem em resposta a certos estímulos que podem ser físicos e emocionais. Quando excede a capacidade adaptativa, ela pode se exacerbar e requerer ajuda profissional.

De acordo com um estudo, a relação entre disfunção sexual e transtornos mentais, tais como ansiedade e depressão, é bastante próxima. De fato, é muito comum em pacientes com depressão, que podem desenvolver baixo desejo sexual por causa dessa condição ou vice-versa.

Se esse for o seu caso, você pode tentar resolver as fontes de ansiedade, tais como trabalho ou carga familiar. Além disso, você também pode procurar ajuda profissional se sentir que a ansiedade está tomando conta de você.

Durma bem

Sabe-se muito bem que a falta de sono afeta várias dimensões da vida e influencia a saúde física e emocional. Além disso, também pode causar fadiga e afetar o desejo sexual.

Assim foi confirmado por uma pesquisa que avaliou os resultados de exames clínicos e entrevistas com pacientes do sexo feminino, concluindo que dormir por poucas horas reduz a excitação sexual.

Os distúrbios graves do sono, como a apneia, podem causar, além de falta de concentração e perda de memória, condições como depressão, falta de desejo sexual e impotência. Assim foi demonstrado por alguns estudos.

Por tudo isso, tente dormir por pelo menos seis horas diariamente e consulte o seu médico se tiver distúrbios do sono, tais como insônia ou apneia obstrutiva do sono.

Alimente-se de forma saudável

Este costume permite que as pessoas tenham boas condições físicas. Além disso, também previne a desnutrição, o sobrepeso e a obesidade, além de doenças não transmissíveis, tais como cardiopatias e diabetes. A tudo isso, soma-se o seu impacto na vida sexual.

Para quem consome alimentos poucos saudáveis, cujo conteúdo nutricional é quase nulo, é difícil aumentar o desejo sexual, ainda mais se por causa desses maus hábitos surgirem problemas de circulação ou doenças cardíacas. Além disso, existem alguns alimentos que podem inibir a libido, agravando o problema.

Portanto, certifique-se de que não faltem vegetais e proteínas magras na sua dieta. Evite o consumo de açúcar e sal e aumente o consumo de alimentos como brócolis, abacate e frutos do mar que aumentam a testosterona em homens.

Inclua frutas como a melancia, que contém citrulina, um aminoácido não proteico que, de acordo com um estudo da Texas A&M University, contribui para ereções mais potentes.

Faça exercícios de Kegel

Os exercícios de Kegel ajudam a fortalecer os músculos pélvicos e sexuais. A prática constante aumenta a saúde sexual, a excitação e facilita que as mulheres alcancem o orgasmo, pois aumenta a circulação sanguínea na vagina e estimula a lubrificação.

Por outro lado, os exercícios para os músculos do assoalho pélvico ajudam os homens a ter mais controle sobre a ejaculação, mantendo-os afastados da ejaculação precoce, que pode causar ansiedade e falta de confiança, afetando assim o desejo sexual. Esses exercícios também contribuem para ereções mais fortes e duradouras.

Evite bebidas alcoólicas

Aumentar o desejo sexual pode ser difícil se você beber muitas bebidas alcoólicas.
O consumo frequente de álcool pode estar relacionado a algumas dificuldades para ter relações sexuais.

As bebidas alcoólicas são prejudiciais para o organi9smo em todos os sentidos. Estudos determinaram que o álcool aumenta os lipídios no sangue, facilita o processo de aterosclerose e ajuda a reduzir a secreção de hormônios como os tireoidianos e a testosterona. Esta última mantém a libido.

É normal que pessoas que consomem álcool regularmente tenham baixo desejo sexual e disfunção erétil. Isso ocorre porque o álcool acaba inibindo a ação da testosterona.

Fortaleça o relacionamento

Pesquisas indicam que, quando há dificuldades conjugais ou quando um dos dois está indisposto com o outro, pode ocorrer baixo desejo sexual. Este é um comportamento comum quando passa a fase do apaixonamento e que pode se prolongar ao longo dos anos de vida a dois.

Portanto, se o que você busca é aumentar o desejo sexual, tente conversar com o seu parceiro, resolvendo os problemas que podem estar fazendo com que se afastem e fortalecendo o relacionamento. Experimente fazer exercícios juntos, assistir filmes ou fazer atividades de que ambos gostem para relaxar e encorajar novos encontros sexuais.

Brinque antes do sexo

Considerando que o desejo sexual é a primeira das respostas sexuais humanas, induzida pela testosterona e pela mente, as preliminares antes do ato sexual são muito importantes.

Para aumentar o desejo sexual, crie espaços de sedução, flerte e sensualidade que podem “esquentar” a mente e aumentar o desejo pelo outro.

Faça terapia sexual

Para algumas pessoas, é difícil deixar de lado os preconceitos durante a prática da sexualidade. Este é um componente que muitas vezes diminui o desejo sexual e é importante que, se este for o seu caso, você faça terapia sexual. Ela pode ser individual ou de casal, tendo como objetivo identificar as barreiras que  impedem o desejo pelo parceiro.

Utilize remédios naturais

Outra forma de aumentar o desejo sexual é através do consumo de produtos naturais com propriedades estimulantes. Uma delas é a maca, um tubérculo que vem sendo estudado para identificar as suas propriedades e ação na sexualidade.

Um estudo indica que a maca tem propriedades estimulantes do desejo sexual nas mulheres. Além disso, descobriu-se que consumir uma dose de maca em pó aumenta a satisfação sexual e a capacidade de atingir o orgasmo. Isso acontece sem causar sintomas de depressão ou ansiedade.

Embora a maca tenha propriedades estimulantes para os homens, eles também podem consumir o ginseng, uma raiz que tem influência na melhora da disfunção erétil e da ejaculação precoce.

De qualquer forma, é recomendável consultar o seu médico sobre o consumo destes produtos para evitar efeitos contrários ou adversos.

Consulte um especialista

Embora este seja o último ponto, não é o menos importante. Se você já procurou formas de aumentar o desejo sexual e nada funcionou, é necessário consultar um especialista. Ele será capaz de identificar a melhor maneira de te ajudar a recuperar a sua vida sexual.

Por exemplo, foi identificado que o transtorno do desejo sexual hipoativo em mulheres na pré-menopausa pode ser tratado com alguns medicamentos que inibem a fosfodiesterase e agentes que modulam os receptores de dopamina ou melanocortina. Porém, esses medicamentos só podem ser prescritos por um profissional após a realização da avaliação pertinente.

Pronto para aumentar o desejo sexual?

Mostramos várias opções que você pode experimentar para aumentar o desejo sexual. Agora você já está pronto para experimentá-las e começar a identificar o que funciona melhor para você e o seu parceiro.

O desejo sexual nasce na cabeça, dependendo em grande parte da tranquilidade mental e da capacidade de dar asas à imaginação. Portanto, se você tem uma libido baixa, não adicione mais pressão, estresse e ansiedade.

Procure relaxar e realizar atividades que promovam o encontro do casal. No entanto, se você identificar sintomas de problemas de saúde, tais como pressão alta, dor no peito ou outra condição, consulte o seu médico.

  • Elvia de Dios Blanco, Annia Duany Navarro, Dra. Liliam Rojas Zuasnábar. Trastorno de deseo sexual hipoactivo femenino y masculino. Revista Sexología y Sociedad. 2016; 22(2) 166 -187. Disponible en: https://www.medigraphic.com/pdfs/revsexsoc/rss-2016/rss162e.pdf
  • Francisco Cabello Santamaría. Tratamiento del deseo sexual hipoactivo de la mujer. Rev Int Androl. 2007;5(1):29-37. Disponible en: https://academiasexologia.org/wp-content/uploads/2016/05/deseo-hipoactivo-RIA.pdf
  • Odalis Fernández López, Bárbara Jiménez Hernández, Regla Alfonso Almirall, Darelys Sabina Molina, Julia Rafaela Cruz Navarro. Manual para diagnóstico y tratamiento de trastornos ansiosos. Revista Electrónica de las Ciencias Médicas en Cienfuegos ISSN:1727-897X Medisur 2012; 10(5). Disponible en: http://scielo.sld.cu/pdf/ms/v10n5/ms19510.pdf
  • Marina, Pedro, & García-Portilla, María Paz, & Jiménez, Luis, & Palicio, Leandro, & Trabajo, Pedro, & Bobes, Julio (2013). Función sexual en pacientes deprimidos: relación entre síntomas depresivos y disfunción sexual.. Revista de Neuro-Psiquiatría, 76(3),161-172.[fecha de Consulta 13 de Enero de 2021]. ISSN: 0034-8597. Disponible en: https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=3720/372036945006
  • Kevan Wylie, Roy Levin, Ruth Hallam‐Jones, Amanda Goddard. Sleep Exacerbation of Persistent Sexual Arousal Syndrome in a Postmenopausal Woman. The Journal of Sexual Medicine. Volume3, Issue2. March 2006. Pages 296-302. Disponible en: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/j.1743-6109.2005.00167.x
  • Miró, Elena, & Cano Lozano, María del Carmen, & Buela Casal, Gualberto (2005). Sueño y calidad de vida. Revista Colombiana de Psicología, (14),11-27.[fecha de Consulta 13 de Enero de 2021]. ISSN: 0121-5469. Disponible en: https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=804/80401401
  • Cormio L, De Siati M, Lorusso F, Selvaggio O, Mirabella L, Sanguedolce F, Carrieri G. Oral L-citrulline supplementation improves erection hardness in men with mild erectile dysfunction. Urology. 2011 Jan;77(1):119-22. doi: 10.1016/j.urology.2010.08.028. PMID: 21195829.
  • Darío Fernández Delgado. La eyaculación precoz. Actualización del tema. REV CLÍN MED FAM 2014; 7(1): 45-51 45. Disponible en: http://scielo.isciii.es/pdf/albacete/v7n1/articulo_especial2.pdf
  • Duany Navarro Annia, Hernández Marín Gloria. Alcohol, función sexual y masculinidad. Rev Cubana Med Gen Integr  [Internet]. 2012  Dic [citado  2021  Ene  13] ;  28( 4 ): 611-619. Disponible en: http://scielo.sld.cu/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0864-21252012000400005&lng=es.
  • J.L. López Larramendi. Últimos estudios clínicos de la Maca sobre el deseo sexual en la mujer. Matronas Prof. 2009; 10 (2): 16-18. Disponible en: https://www.federacion-matronas.org/revista/wp-content/uploads/2018/01/vol10n2pag16-18.pdf